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MÚSICA NA APOMETRIA

Carlos I. Barradas

 

UMA NOVA PROPOSTA DE TRABALHO E PESQUISA

1) INTRODUÇÃO: ANTECEDENTES

Pode parecer estranho que, alguém não conhecedor de música nos seus aspectos técnicos e de execução, apresente um trabalho propondo o seu uso como auxiliar às técnicas de Apometria.
Tudo tem uma razão de ser, seu tempo e hora de acontecer. Assim foi com a proposta aqui formulada. Para melhor entendê-la, permitam-me um relato pessoal. Semana antes deste evento assomaram-se à mente inúmeras idéias sobre a possibilidade de apresentar um trabalho associando a música à Apometria com propósitos terapêuticos. Surgiu um diálogo mudo. Perguntas e respostas foram formuladas e respondidas a velocidades incríveis. Relutei, duvidei, questionei. As respostas foram imediatas, claras, objetivas. Capitulei. Aceitei o desafio. Em verdade, a boa música faz parte da minha vida desde a adolescência lá nos idos dos anos cinqüenta, quando o rock dissonante atraia multidões e castigava meus ouvidos. No dia dos namorados, de 1977, presentei minha esposa com um disco compacto intitulado "Sensual Classics", onde extraordinárias melodias se sucedem, cada qual mais linda. Na capa uma frase curta de Shakespeare diz poeticamente: "If music be the food of love play on" (Se a música é o alimento do amor, toquemo-la). Ao ouvir as melodias do mencionado disco fui, num crescendo, levado a um êxtase de paz e amor. O adágio do "Concerto para Oboé" de Albinoni, transportou-me a um estado de emoções indescritíveis. Fui banhado de amor e paz. Doces lágrimas me lavaram a alma. Místico que sou, orei, agradecendo a Deus e ao compositor por tanta beleza. Ao final do êxtase, percebi que havia sido desdobrado, levado para outras esferas. Onde e com quem estive? O tempo responderá. Penso ter visitado uma colônia ou região do astral onde vivem os bons músicos e a música é o principal meio de externarem suas emoções, amor e outros sentimentos nobres. O Dr. Lacerda, nosso meste de Apometria, já havia me falado da existência de uma região, no astral, de onde provém os grandes músicos a que ele chamou de esfera da música. Prefiro chamá-la de mundo da música. Anteriormente já havia passado por uma situação semelhante. Dirigi-me ao trabalho espiritual das segundas-feiras à tarde. Pelo rádio do automóvel ouvi a composição de John Denver "Perhaps love", cantada em dueto com Plácido Domingo. Minha alma desdobrou-se ao embalo dos versos de amor. Senti-me numa região de rara beleza. O automóvel deslizou pelo trânsito congestionado e, quando me apercebi, estava em frente à Casa do Jardim.

2) O COMPONENTE MÚSICA: PEQUENA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Todos sabemos que a música exerce extraordinária influência sobre homens, animais, plantas e talves, sobre o reino mineral. É do conhecimento geral o uso do rufar dos tambores e toques de clarins para levantar o moral e a capacidade de luta dos soldados nos campos de batalha. Há inúmeros relatos sobre o uso da música para fins terapêuticos, de relaxamento ou de estímulo para o trabalho, crecsimento das plantas e aumento de produção dos animais, especialmente na indústria leiteira. O presente trabalho ocupa-se da influência da música sobre o homem, especialmente, com fins terapêuticos. Há um sem número de citações sobre o tema. Examinaremos alguns da bibliografia moderna. Weil (1977), citando Mac Knidan, informa que no "Silva Mind Control" um som de 10,5 ciclos por segundo pode provocar a entrada em tirmo alfa. Isso leva a supor a existência de uma relação direta entre ondas eletroencefalográficas e produção de sons. Outros autores usam música selecionadas com a mesma finalidade (Mohn & Savary, 1973). Segundo Mc Clellan (1994), a música é uma poderosa manifestação de energia, uma força que interage com o mundo físico, influencía nossos pensamentos, emoções, corpo físico e corpo eletromagnético (astral). O mesmo autor cita Govinda, para quem todas as coisas e todos os seres produzem sons, pois, são agregados de átomos que dançam e, por esse movimento, produzem sons. Cada átomo canta sua canções, constituindo formas sonoras densas ou sutis, ora criadoras ora destruidoras.

3) FUNDAMENTAÇÃO DA AÇÃO TERAPÊUTICA DA MÚSICA
Explicar o processo pelo qual a música influencia os seres vivos e a natureza em geral, obviamente requer estudo e pesquisa mais aprofunbdados o que deverá ser motivação para novos trabalhos. As considerações que faremos a seguir, não pretendem ser definitivas. Constituem um mero exercício de raciocínio sem qualquer comprovação experimental. Nascem, basicamente, da intuição e da analogia com os conceitos emitidos pelo Dr. Gerber (1997), em "Medicina Vibracional", livro em que o autor aborda, com profundidade, os mecanismos da ação terapêutica de procedimentos tão variados e aparentemente tão distintos como a oração, o toque, passes magnéticos, a acupuntura, a radiestesia, a homeopatia, os florais, os cristais, pedras preciosas e outros. Sabe-se que no universo nada é estático, tudo se movimenta, tudo dança. No interior da matéria densa, os componentes dos átomos movimentam-se, consumindo e produzindo energia. Vivemos imersos em um oceano de ondas, energias de ordem diversas. Mais do que isso, produzimos, transformamos, interagimos com estas ondas. Os princípios homeopáticos e florais nas suas potenciações elevadas não contém mais qualquer molécula da matéria mineral ou vegetal que lhes dá o nome e especificidade terapêutica. Mas então o que é que cura? Explicam os especialistas que a mistura água e álcool, pelas propriedades físico-químicas da água, ao ser agitada em presença das substâncias minerais ou vegetais, capta destas as vibrações e as deposita em sua rede energética. São estas vibrações que levadas ao organismo enfermo, provocam sua hamonização e consequentemente cura por um princípio de ressonância ou sintonia vibracional.

4) ONDE ENTRA A APOMETRIA?
A proposta deste trabalho é de utilizar a música como auxiliar ou coadjuvante da Apometria, nos casos em que esta pode ser usada. A operacionalização nos parece simples. Basta dispor de uma sala adequada, um aparelho de som de boa qualidade e os cds ou fitas com músicas apropriadas. Todas as recomendações necessárias ao sucesso em trabalhos de Apometria devem ser observadas. A presença de um dirigente treinado e uma postura ética e amorável, sao imprescindíveis. O dirigente abre o trabalho, estabelece os campos de proteção e antes de proceder o desdobramento dos membros do grupo, põe a tocar a seleção de músicas previamente escolhida. Estas devem ser músicas de grandes mestres. Nada de músicas dissonantes, barulhentas ou desarmônicas. A seguir procede-se a contagem de desdobramento, procurando, ao embalo da sonoridade musical, levar os "espíritos" desdobrados para o local que no início chamamos de "mundo da música", onde podem permanecer por um tempo maior ou menor, sempre ouvindo a seleção musical escolhida. Acreditamos que 30 minutos seja um tempo adequado. As experiências que realizamos nos indicam que a partir de 12 que os "sujets" da experiência começam a perceber as vibrações harmoniosas. Se for necessário podemos levá-lo a 33. É importante que, antes de iniciar a contagem, seja dado um comando ordenando que o desdobramento seja consciente e que ninguém escape do campo de trabalho.
Uma vez produzido o desdobramento, o dirigente orienta o grupo para entrar em sintonia com as vibrações da música, deixando que elas trabalhem amorável e inteligentemente seus corpos sutis, especialmente o emocional, mental abstrato e mental concreto. Manifestações emotivas, controladas, são permitidas e, mesmo, desejáveis. Lágrimas de agradecimento costumam brotar com facilidade. Havendo qualquer interferência ou manifestação indesejável, o que cremos pouco provável, faz-se necessário a segura e amorável intervenção do diretor do trabalho, coibindo-as ou afastando entidades sofredoras ou mal intencionadas.

5) CONSIDERAÇÕES FINAIS
O uso da música como fator terapêutico é praticado desde a antigüidade e sua eficácia vem sendo comprovada por pesquisas modernas.Dado aos avanços nos conhecimentos de física quântica e de medicina vibracional é de se prever, para breve, a comprovação científica da ação benéfica da música sobre os seres vivos em geral e o ambiemte em que estes estão inseridos. A hipótese, aqui apresentada, de similaridade de ação da música com a da homeopatia e florais, hoje tão em uso, fundamentam-se em mero exercício de raciocínio, carecendo de um teste científico para comprová-la ou negá-la.O uso da música como coadjuvante da Apometria, proposto neste trabalho, já foi comprovada pelo autor como factível e de fácil uso por quem conheça Apometria. A comprovação dos efeitos deverão surgir em futuro próximo.

BIBLIOGRAFIA


ANDREWS, T. 1992. Sons Sagrados. São Paulo, Ed. Mandarim.

BARRY, H. L. & SAVARY, L. M. 1973 Music and mind. New York, Harper and Row.

DIAMOND, J. 1980. Your Body Doesn't Lie. New York, Warner Books, Inc.

GERBER, r. 1997. Medicina Vibracional. São Paulo, Ed. Cultrix.

LINGERMAN, H. A. 1993. As Energias Curativas da Música. São Paulo. Ed. Cultrix

Mc CLELLAN, R. 1994. O Poder Terapêutico da Música. São Paulo, Ed. Siciliano.

WEIL, P. 1997. A Consciência Cósmica. Petrópolis, R. J. Ed. Vozes.

(1) Trabalho apresentado no V Congresso Brasileiro de Apometria. Porto Alegre. Setembro de 1999

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