Apometria
Carlos
Barradas
1-
INTRODUÇÃO
O
presente
trabalho
lida
com
valores
e
idéias
subjetivas.
Não
contém
dados
quantitativos
passíveis
de
análises
estatístico-matemáticas.
Os
raciocínios
e
a
discussão
fundamentam-se
na
análise,
relacionamento
e
interações,
possivelmente,
existentes
entre
os
conceitos
de
paz,
os
ensinamentos
evangélicos,
a
vivência
franciscana
personificada
em
Francisco
de
Assis
(1181-1226
AD)
e
a
fundamentação
científica
da
Apometria,
desenvolvida
por
Lacerda
de
Azevedo
(1919-1997
AD)
e
sua
ação
como
promotora
de
paz
individual
e
coletiva.
2-
CONCEITOS
2.1
PAZ:
Para
os
lexicólogos
o
conceito
de
paz
refere-se
a
um
estado
de
tranqüilidade,
harmonia,
concórdia,
ausência
de
conflitos,
não
beligerância
e
não
violência.
Segundo
Santo
Agostinho
(354-430
AD),
citado
por
Boff
(1999),
"paz
é
a
tranqüilidade
da
alma".
Jesus
(01-33
AD),
falou-nos
de
uma
paz
que
o
mundo
não
conhece
e
não
nos
pode
dar,
a
ser
vivida
em
um
"Reino
que
não
é
deste
mundo".
"Deixo-vos
a
paz,
Eu
vos
dou
a
minha
paz;
não
como
o
mundo
dá,
Eu
vo-la
dou"
(João,
14-27).
São
Francisco
de
Assis,
além
das
regras
ou
normas
para
a
disciplina
e
vivência,
necessárias
a
manutenção
das
ordens
que
criou
(Frades
Menores,
Clarissas
e
Penitência)
pouco
escreveu.
Segundo
Boff
(1999)
a
própria
oração,
a
ele
atribuída,
não
é,
historicamente,
comprovada
como
de
sua
autoria.
Não
obstante,
a
obra
mediúnica
"Francisco
de
Assis",
psicografada
por
Alcides
Nunes
Maia,
13ºed.,
p.
359,
relata
magnificamente
as
circunstâncias
em
que
Francisco
teria
proferido
a
célebre
e
belíssima
oração
da
paz.
2.2
-
APOMETRIA:
Técnica
de
desdobramento
espiritual
criada
por
Luis
Rodrigues
com
o
nome
de
Hipnometria
e,
mais
tarde,
fundamentada
e
desenvolvida
cientificamente
por
José
Lacerda
de
Azevedo
(1977).
Poderíamos
conceituar
a
Apometria
como
uma
técnica
de
desdobramento
espiritual
pelo
comando
da
mente.
Outra
conceituação
adotada
pelos
organizadores
do
4º
Congresso
Brasileiro
de
Apometria,
Porto
Alegre,
4-7
Set./1997,
diz
que
a
"Apometria
consiste
em
uma
técnica
baseada
na
sucessão
de
pulsos
energéticos,
objetivando
a
separação
dos
diversos
níveis
da
consciência,
tanto
de
consulentes
quanto
de
médiuns,
facilitando
assim
diferentes
tipos
de
atendimento".
Do
ponto
de
vista
do
operador
que
gera,
associa,
manipula
e
direciona
o
fluxo
de
energias,
pela
vontade
ou
ação
da
mente,
trata-se,
a
nosso
ver,
de
uma
técnica
anímica.
Assim
pensavam
os
Drs.
Luis
Rodrigues
e
José
Lacerda
de
Azevedo.
O
Dr.
Lacerda
afirmou
textualmente
"tratar-se
de
uma
técnica
anímica,
sem
relação
com
o
mediunismo"
(Espírito/Matéria:
Novos
Horizontes
para
a
Medicina.
Porto
Alegre.
Ed.
Palotti.
1999
p.
81).
Não
obstante
a
taxativa
qualificação
do
Dr.
Lacerda,
parece-nos
que,
se
considerarmos
os
efeitos
e
as
facilidades
que
a
Apometria
proporciona
aos
trabalhos
mediúnicos,
determinando
o
desdobramento
de
médiuns,
incorporação
de
níveis
conscienciais
ou
corpos
espirituais
de
encarnados
e
desencarnados,
viagens
astrais
de
médiuns
e
entidades
espirituais,
bem
como
uma
enorme
variedade
de
técnicas
doutrinárias,
persuasivas
e
terapêuticas,
com
efetiva
ação
sobre
enfermos
dos
diversos
planos
existenciais,
trata-se
de
uma
técnica
anímico-mediúnica.
3
-
DISCUSSÃO
A
partir
destes
conceitos
percebe-se
que
este
estado
de
paz
tão
desejado
por
pessoas,
instituições,
nações
e
organismos
internacionais,
como
a
UNESCO,
a
nível
pessoal,
é
subjetivo,
todavia,
de
sua
vivência
decorrem
conseqüências
objetivas
no
meio
social
em
que
o
indivíduo
vive
e
com
o
qual
interage.
Assim,
alguém
que
viva
e
cultive
a
paz
constitui-se
num
polo
irradiador
de
paz.
Todos
temos
experenciado
situações
ou
estados
de
paz
e,
por
conseqüência
de
felicidade,
quando
em
presença
de
pacificadores.
E,
só
é
pacificador
aquele
que
é
portador
de
paz.
Líderes
religiosos,
civis
e
místicos,
como
Jesus,
Gandhi,
M.
Luther
King
Jr.,
Francisco
de
Assis
e
outros,
foram
poderosos
pólos
irradiadores
de
paz,
cujos
efeitos
benéficos
perduraram
e
frutificam
até
nossos
dias.
Analisando
os
ensinamentos
de
Jesus,
percebe-se
que
ao
mesmo
tempo
em
que
Ele
falava
de
uma
paz
que
o
mundo
não
podia
nos
dar,
orientava-nos
sábia
e
amoravelmente,
iluminando
o
caminho
que
nos
levará
ao
"Reino
da
Paz"
que
não
é
deste
mundo.
No
"orai
e
vigiai,
perdoai
para
serdes
perdoado,
ama
o
teu
próximo
como
a
ti
mesmo,
não
faças
ao
próximo
o
que
não
desejas
para
ti,
não
julgues
para
não
serdes
julgado"
e
tantos
outros
preceitos
evangélicos,
o
Mestre
estabeleceu
seguro
roteiro
para
atingirmos
a
paz.
O
fato
de
aceitarmos
que
a
paz
verdadeira
não
é
deste
mundo,
porque
o
Reino
de
Deus
também
não
o
é,
implica
em
percebermos
que
Jesus
falava
do
ômega
da
evolução,
quando
atingirmos
a
condição
de
espíritos
puros.
Reconhecer
isso
não
invalida
os
esforços
que
fazem
pessoas,
instituições
nacionais
e
internacionais
em
prol
da
paz.
Todo
pensamento
de
amor,
palavra
de
conforto
e
esclarecimento,
ato
de
solidariedade,
individual
ou
coletivo,
soma
e
constrói
em
prol
da
paz.
Vejamos
porque:
Primeiramente,
é
necessário
retomarmos
o
conceito
de
paz
e
avivarmos
em
nossas
mentes
que
uma
das
características
do
estado
de
paz
é
a
harmonia.
Segundo
Brasil
(1986),
citado
em
Informativo
SBA.
Porto
Alegre,
Ano
1,
março
2000,
a
concepção
de
paz
se
confunde
com
a
concepção
de
harmonia
e
esta
é
por
ela
caracterizada
como
uma
das
Leis
Cósmicas
Básicas.
Seu
texto
explicita
que
a
"Lei
da
Harmonia
determina
a
necessidade
da
sintonia
do
indivíduo
com
o
Criador
pelo
entendimento
a
Suas
Leis.
Por
ela
o
homem
pode
atingir
o
chamado
estado
de
graça,
o
samadhi
ou
êxtase,
referido
pelos
que,
em
qualquer
época,
sintonizaram
plenamente
com
a
Harmonia
Cósmica,
recebendo
inspiração
das
verdades
eternas
e
imutáveis
que
fundamentam
o
Cosmos,
incluindo
a
presença
de
Deus
em
tudo".
(Brasil,
Vilma
Americano
do.
1986.
Evangelho
e
Ciência.
S.
Paulo.
Edicel.
pg.
16-39).
Se
Deus
é
a
Suprema
Harmonia,
toda
sua
criação
é
harmônica
na
sua
origem.Por
outro
lado,
se
"Deus
é
a
inteligência
Suprema,
causa
primária
de
todas
as
coisas".
(Livro
dos
Espíritos:
Livro
primeiro:
cap.
Primeiro:
Deus.
Pergunta
1)
e
absoluto
por
ser
Aquele
que
É,
só
cria
por
amor.
Logo
somos
filhos
do
Amor
e
destinados
à
felicidade
quando
a
Ele
nos
religarmos
em
sentimentos,
pensamentos,
e
ações.Obviamente
que
a
Harmonia
Cósmica
a
que
se
referiu
Brasil
(1986),
não
implica
em
estática
ou
ausência
de
movimento,
assim
como
o
estado
de
graça,
referido
pela
mesma
autora,
não
significa
descanso
absoluto.As
leis
da
Física
nos
mostram
que
no
Universo
tudo
é
dinâmico.
Os
astros,
no
macro,
e
os
elétrons,
no
microcosmo,
movimentam-se
e,
por
serem
criados
por
Deus,
mantém-se
num
estado
harmônico
de
equilíbrio
dinâmico.
Sabe-se
que
para
que
haja
movimento
há
dispêndio
de
energia.
Logo
todo
o
Universo
é
pleno
de
energia.
Vivemos
imersos
em
um
"oceano",
de
energias.
Interagimos
com
o
ambiente
consumindo
e
liberando
energias.
Muitas
formas
de
energia
são
conhecidas,
foram
descobertas
e
são
utilizadas
pelo
homem.
O
descobrimento,
estudo
e
conhecimento
da
energia
calórica
(termodinâmica)
permitiu
a
invenção
da
máquina
a
vapor
e
do
motor
de
combustão
interna
o
que
revolucionou
os
meios
de
transporte.
A
descoberta
da
eletricidade
proporcionou
toda
sorte
de
aparelhos
eletrônicos
tão
do
agrado
das
gerações
do
século
20.
A
quebra
e
fusão
atômica
liberaram
poderosas
energias
para
fins
bélicos
(bombas
atômicas
e
de
hidrogênio),
e
o
enriquecimento
do
urânio
e
outros
elementos
radioativos,
possibilitou
a
fabricação
de
reatores
atômicos
e
a
bomba
de
cobalto,
com
usos
pacíficos
e
terapêuticos.
Apesar
da
ciência
ter
progredido
enormemente
nos
séculos
XIX
e
XX,
e
ter
desvendado
inúmeros
segredos
da
natureza,
ainda
não
foi
possível
encontrar
a
energia
primária
ou
o
elemento
primitivo
de
onde
deriva
a
vida
e
a
matéria
física.
A
busca
é
incessante.
Mentes
privilegiadas
e
orçamentos
polpudos
estão
a
serviço
desta
causa,
mas
não
temos
previsões
otimistas
a
curto
prazo.
No
capítulo
II
de
"O
Livro
dos
Espíritos",
perguntas
17
a
34,
há
informações
dos
espíritos
superiores
sobre
a
origem
da
matéria
ou
princípio
das
coisas,
mostrando-nos
que
Deus
não
permite
que
tudo
seja
revelado
ao
homem
aqui
na
terra,
e
que
novas
descobertas,
neste
sentido,
dependem
do
progresso
espiritual
que
venhamos
atingir.
Cremos
que,
filosoficamente,
de
momento,
basta-nos
aceitar
que
a
energia
primeira
emana
do
"pensamento"
de
Deus
por
um
ato
de
amor.
Assim,
aceitamos
que
o
pensamento
de
Deus
cria
a
energia,
a
matéria
primitiva
e
a
vida
ou
"fluído
vital".
A
sua
manipulação
e
transformação
em
outras
formas
de
energia
ou
em
matéria,
segundo
alguns
autores
espiritualistas,
podem
se
dar
com
a
colaboração
de
mentes
iluminadas
que
seriam
responsáveis
pela
construção
de
novos
mundos.
O
ato
de
criar
ou
"crear"
,
como
nos
ensina
Umberto
Rhoden,
é
exclusivo
de
Deus.
Desta
forma
não
somos
criadores,
mas
sim
construtores,
com
Deus,
a
partir
dos
elementos
energéticos
primitivos
e
dos
atributos
da
inteligência,
com
que
Ele
nos
dotou.O
pensamento
e
a
inteligência
é
que
nos
capacitam
a
participar
da
constituição
de
novos
mundos,
felizes
ou
infelizes,
conforme
o
sentimento
e
a
intenção
com
que
direcionamos
nossas
energias
mentais.Voltando
aos
Evangelhos,
lembremo-nos
de
que
Jesus
afirmou:
"Não
vos
admireis
com
o
que
eu
faço;
se
tiverdes
fé
(convicção
e
vontade)
do
tamanho
de
um
grão
de
mostarda,
podereis
fazer
isto
e
muito
mais.
Se
determinardes
que
uma
montanha
se
mova,
daqui
para
ali,
ela
se
moverá".
Disse-nos
também,
"Vós
sois
deuses".
Significa
isto
que
emanamos
de
Deus
e
que,
se
"fomos
feitos
a
sua
imagem
e
semelhança",
temos
potencialidades
divinas
em
nós.
A
parapsicologia,
através
da
psicocinesia,
nos
mostra
que
a
mente
tem
poderes
para
atuar,
diretamente,
enquanto
mente,
sobre
o
mundo
físico
e
de
transmitir
mensagens
telepáticas
a
distâncias
e
locais
inacessíveis
a
qualquer
outro
tipo
de
onda
portadora
de
constituição
eletromagnética.
Experimentos
feitos
a
partir
do
submarino
nuclear
Nautilus,
quando
de
sua
passagem
por
sob
a
calota
polar
norte
e
o
recebimento
e
envio
de
mensagens
telepáticas
para
dentro
e
para
fora
de
compartimentos
herméticos,
revestidos
com
camadas
de
chumbo
de
5cm
de
espessura,
comprovam
estas
assertivas.
(Lima,
1994).
Trabalhos
de
diversos
espíritas
e
psiquistas
renomados
comprovam
a
possibilidade
do
teletransporte
e
de
"materialização"
de
flores
e
frutos,
bem
como
de
objetos
e
mesmo
de
espíritos,
em
sessões
mediúnicas.
Todos
estes
fenômenos
estão
aguardando
uma
explicação
científica
convincente.
Quanto
ao
teletransporte,
já
há
teorias
e
experimentos
objetivando
confirmá-las.
Com
isso
pretende-se
criar
um
sistema
de
transporte,
mais
eficiente
e
econômico,
sem
danos
ao
ambiente.
Estas
informações
objetivam
mostrar
que
a
mente
é
capaz
de
produzir
energias
e
direcioná-las,
como
onda
portadora
ou
fluxo
energético,
como
fazem
os
aparelhos
transmissores
de
rádio
(áudio)
e
vídeo
(imagem),
com
ação
no
campo
astral
e
físico.
Para
os
que
conhecem
a
constituição
setenária
do
ser
humano,
com
seus
diversos
corpos
e
respectivas
freqüências
vibratórias,
experenciando
nos
diferentes
níveis
da
criação
(ver
Esoterismo
e
Teosofia),
não
deve
haver
dificuldades
em
aceitar
a
ação
da
mente
como
capaz
de
construir
nos
planos
etéricos,
astral,
mental,
etc.
A
obra
de
André
Luiz
é
riquíssima
em
informações
sobre
o
tema
em
pauta.
Cidades,
hospitais,
escolas,
aparelhos
diversos,
vegetais
e
alimentos
são
"criados"
por
mentes
treinadas
para
o
fim
em
questão.
Obviamente
que
Jesus,
Francisco
de
Assis
e
todos
os
iluminados
de
diversas
épocas
e
culturas,
no
oriente
e
no
ocidente,
conheciam
muito
bem
estas
potencialidades
da
mente
humana.
Jesus
nos
alertou
que
podemos
pecar
até
mesmo
por
pensamentos.
Como
pode
alguém
pecar
por
pensamentos,
se
este
não
fosse
capaz
de
causar
o
mal?
Ramatis
nos
diz
alhures
que
"todo
pensamento
positivo
(amor)
é
uma
prece
e
todo
o
pensamento
negativo
(maldoso)
é
um
feitiço".
Francisco
de
Assis
nos
alertou
sobre
o
assunto
dizendo
que
"é
preciso
mantermos
o
reto
sentir,
o
reto
pensar,
o
reto
falar
e
o
reto
agir
para
podermos
amar
verdadeiramente.
Diante
destas
potencialidades
inerentes
ao
ser
humano,
somos
responsáveis
pelo
resultado
de
nosso
sentir,
nosso
pensar,
nosso
falar
e
nosso
agir.
Pela
Lei
de
Afinidade
ou
Sintonia
Vibratória,
nos
identificamos,
ou
tornamo-nos
sintônicos,
com
as
mentes
e
corações
que
pensam
e
sentem
em
freqüência
idêntica
a
nossa.
Vibrando
positivamente,
harmônicos
e
amoravelmente,
nos
identificamos
com
o
Criador,
com
mentes
e
correntes
de
alta
freqüência
vibratória,
do
que
resulta
a
saúde,
a
alegria
verdadeira,
a
felicidade,
enfim,
a
paz
que
tanto
almejamos.
Nesta
condição
construímos
mundos
de
paz
e
amor,
para
nós,
e
para
aqueles
que
vibram
sintonicamente
conosco.Ao
contrário,
construimos
mundos
de
dor,
sofrimento,
desarmonia,
enfermidade,
e
infelicidade
quando
sentimos,
pensamos,
falamos
ou
agimos
com
egoísmo,
orgulho,
vaidade,
prepotência,
luxúria
e
desamor.
Tornamo-nos
satânicos
por
agirmos
negativamente.
Poluímos
nosso
ambiente
psíquico
e
produzimos
resíduos
tóxicos
que,
pela
Lei
da
Afinidade,
se
agregam
a
nossa
psicosfera
mental,
geram
Karma
de
sofrimento,
dor,
etc.
Desta
forma
"nossos
pecados
nos
alcançam",
ninguém
é
culpado
pelo
nosso
sofrer
e
somente
a
nós
compete
solucionar
o
problema.
Jesus
nos
alertou
"pagarás
até
o
último
centil"
mas,
como
a
Lei
é
misericordiosa,
Ele,
também,
nos
ensinou
que
"o
amor
apaga
a
multidão
dos
pecados".
Portanto
amemo-nos
uns
aos
outros.
Deus
é
Pai
de
Amor
e
não
nos
abandona
jamais.
Se
permite
a
dor
como
instrumento
de
conscientização,
nos
deu
a
capacidade
de
amar
e
trabalhar
para
a
devida
reparação.
A
Apometria
é
"mais
um
instrumento
da
Misericórdia
Divina",
a
nos
socorrer
em
momento
tão
difícil
de
nossa
existência.
Técnicas
diversas
nos
conscientizam,
auxiliam
a
perdoar
e
sermos
perdoados,
a
nos
libertarmos
de
obsessores
e
de
viciações,
trabalhos
de
magia,
fobias,
temores,
angústias,
depressões
e
desarmonias
de
toda
sorte.
Como
isso
é
possível?
Lembremo-nos
de
que
se
somos
capazes
de
operar
e
construir
no
campo
astral,
através
da
ação
mental,
e
que,
se
o
Universo
é
um
repositório
de
energias,
emanadas
de
Deus,
todo
o
pensamento
humano
sistematizado
e
direcionado
com
vontade
firme
e
propósito
amorável,
constitui
em
instrumento
de
harmonização
e
de
paz.
Vejamos
nas
palavras
do
Dr.
Lacerda
como
acontece
o
fenômeno:
"Ao
se
condensar
o
plasma
cósmico
(talvez
seja
esta
a
melhor
denominação
para
a
energia
cósmica
indeferenciada,
Espaço)
um
rebaixamento
de
freqüência
se
reproduz
em
sua
massa
de
modo
que
esse
plasma,
já
agora
transformado
em
energia
radiante,
por
ação
da
energia
grosseira
desfechada
pelo
corpo
físico,
através
do
ato
da
vontade,
passa
a
funcionar
como
onda
portadora:
torna-se
fluxo
contínuo,
sob
o
comando
da
mente
orientada
pela
vontade.
Porque
fluxo,
em
forma
vetorial
deve
comportar-se
do
mesmo
modo
que
o
vetor
de
Poyting.
Tudo
indica
que
o
plasma
cósmico
(que
chamamos
K=Kapa),
se
comporte
como
vetor
magnético
de
altíssimo
padrão
de
energia,
conjugando-a
ao
vetor
da
força
vital
Z
(Zeta),
que
deve
funcionar
como
o
fluxo
elétrico
mais
pesado
da
equação
Poyting:
em
que(sigma)
representa
o
vetor
de
Poyting
ativo.
Continua
Lacerda:
"Note-se
que
a
equação
é
a
mesma
da
Física
e
sua
aplicação
a
essa
ordem
de
fenômenos,
embora
cause
estranheza
a
cérebros
talvez
excessivamente
"espiritualizados",
tem
mostrado
comprovada
eficácia
como
fórmula
para
viabilizar-lhes
a
explicação.
Qualquer
ação
do
vetor
,
diretamente
sobre
a
matéria,
terá
que
ser
considerado
como
rara
exceção.
Ele
aparece
em
raríssimos
casos
e,
quase
certamente,
por
predominância
do
vetor
Z
da
equação.
Exemplos
são
observáveis
nos
sensitivos
doadores
de
energias
etéricas
(ectoplasmia)".
Ainda
Lacerda:
"Cada
vez
que
a
vontade
do
operador
apométrico
comanda
e
cadencia
por
contagem
em
voz
alta,
(1..2..3..4..5..6..7),
a
projeção
de
energia
mental
com
que
condensa,
enfeixa
e
dá
direção
as
energias
destas
duas
fontes
principais,
a
Z
(energia
animal
do
corpo
físico)
e
a
K
(plasma
cósmico),
o
vetor
de
fluxo
resultante,
,
e
a
equação
K.Z=
serão
responsáveis
pelos
aparentes
"milagres"
(ESPÍRITO/MATÉRIA:
Novos
Horizontes
para
a
Medicina.
Porto
Alegre.
Ed.
Palotti.
1999
pg.
98-99).
Quando
sentimos,
pensamos,
falamos
e
agimos
maldosamente,
com
intenção
de
fazer
o
mal,
somos
satânicos.
Para
que
a
Apometria
seja
um
instrumento
de
paz
necessário
se
faz
aplicá-la,
sempre,
com
amor
e
por
amor.
A
propósito
vale
lembrar
a
regra
de
ouro
da
Apometria,
conforme
a
formulou
o
Dr.
Lacerda,
a
pág.
96
do
mesmo
livro
acima
citado.
REGRA
DE
OURO
DA
APOMETRIA
"Aqui,
no
entanto,
devemos
clarinar
um
vigoroso
alerta
para
os
entusiasmos
que
possamos
estar
provocando.
Como
fundamento
de
todo
esse
trabalho
como,
de
resto,
de
todo
trabalho
espiritual
deve
estar
o
Amor.
Ele
é
o
alicerce.
Sempre".
As
técnicas
que
apontamos
são
eficientes,
não
temos
dúvidas.
O
controle
dessas
energias
sutis
é
fascinante,
reconhecemos,
pois
desse
fascínio
também
sofremos
nós.
Mas
se
tudo
não
estiver
impregnado
de
caridade,
de
nada
valerá.
Mais:
ao
lado
da
caridade,
e
como
conseqüência
natural
dela,
deverá
se
fazer
presente
a
humildade,
a
disposição
de
servir
no
anonimato.
Se
faltar
amor
e
disposição
de
servir
pelo
prazer
de
servir,
corremos
perigo
de
incorrer
na
má
aplicação
das
técnicas
e
do
próprio
caudal
de
energia
cósmica,
tornando-nos
satânicos
por
discordância
com
a
Harmonia
Universal.
Advertimos:
através
da
obediência
dos
preceitos
evangélicos,
somente
através
dela,
experimentadores
e
operadores
podem
desfrutar
de
condições
seguras
para
devassar
esses
arcanos
secretos
da
Natureza,
com
a
adequada
utilização
dessas
"forças
desconhecidas".
4
-
CONCLUSÕES
A
Apometria
não
só
explica
e
fundamenta
cientificamente
a
ação
construtiva
do
pensamento,
como
nos
alerta
e
responsabiliza
sobre
a
necessidade
do
"Orai
e
Vigiai",
de
Jesus
e
do
"reto
sentir,
reto
pensar,
reto
falar
e
reto
agir"
de
Francisco
de
Assis.
Como
instrumento
da
Misericórdia
Divina,
constitui
utilíssima
ferramenta
de
trabalho,
com
poderosa
ação
no
mundo
astral,
capaz
de
auxiliar
na
cura
do
corpo
astral,
e
harmonização
do
mental
com
reflexos
positivos
no
estado
psíquico
e
corpo
físico,
criando
paz
individual
e
coletiva.
Quando
oramos,
a
benefício
de
alguém,
canalizamos
energias
pessoais
e
cósmicas,
as
quais,
dirigidas
pela
vontade,
para
a
pessoa
ou
causa
objeto
de
nossa
prece,
atuam
em
acordo
com
a
equação
.
Temos
assim,
uma
explicação
física
para
a
ação
benéfica
da
prece.
Crendo
nisso,
convido
a
todos
para
juntos
orarmos
como
Francisco,
com
Francisco,
por
Francisco
e
por
toda
a
humanidade
dizendo
em
voz
alta,
com
mente
firme
e
coração
amorável:
"Senhor,
Fazei
de
nós
um
instrumento
de
vossa
paz!
Onde
houver
ódio,
que
levemos
o
amor,
onde
houver
ofensa
que
levemos
o
perdão,
onde
houver
discórdia,
que
levemos
a
união,
onde
houver
dúvidas,
que
levemos
a
fé,
onde
houver
erro,
que
levemos
a
verdade,
onde
houver
desespero,
que
levemos
a
esperança,
onde
houver
tristeza,
que
levemos
a
alegria,
onde
houver
trevas,
que
levemos
a
luz.
Ó
Mestre,
fazei
que
procuremos
mais,
consolar
que
sermos
consolados,
compreender
que
sermos
compreendidos,
amar
que
sermos
amados.
Pois
é
dando
que
se
recebe,
perdoando
que
se
é
perdoado,
e
é
morrendo
que
se
vive
para
a
vida
eterna".
Francisco
de
Assis
5
-
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Fonte
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2000.
Informativo
ano
1
nº1.
Porto
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SBA.